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Estamos de olho

A Associação Nacional Cultural de Preservação do Patrimônio Bantu – ACBANTU, é contra o “Programa Adote um Parque” – Decreto Nº 10.623, de 9 de Fevereiro de 2021. Na Bahia os territórios que serão atingidos são: Em Salvador: Parque Municipal de São Bartolomeu, Parque Metropolitano de Pituaçu, Parque Zoobotânico Getúlio Vargas. O Parque Estadual das Sete Passagens em Miguel Calmon e Parque Estadual da Serra do Conduru em Ilhéus.

Entenda nossos motivos:

Este programa está sendo efetuado pelos governos federal e estadual, com a finalidade de promover a conservação, a recuperação e a melhoria das unidades das unidades de conservação através de contrato com pessoas físicas e jurídicas privadas, nacionais e estrangeiras.

Os concessionários terão direito a escolher como pretendem ter receitas dos parques estaduais, seja com bilheteria, arvorismo e serviços de hotelaria. Por outro lado, a fiscalização por crimes e infrações ambientais ainda é de responsabilidade dos órgãos públicos federal e estadual.

Na verdade, trata-se da privatização dos espaços públicos e sagrados para Povos e Comunidades Tradicionais que podem inclusive ser expulsos destes territórios ou impedidos de acessá-los.

Outro motivo é que tanto o Governo Federal quanto o Estadual não realizaram a consulta prévia aos povos e comunidades tradicionais que vivem ou utilizam estes territórios violando assim as regras internacionais previstas na Convenção 169 da OIT.

Esta é mais uma grave violação de direitos dos Povos e Comunidades Tradicionais. Estes Parques são territórios sagrados e Ancestrais para os Povos de Terreiro que tem imenso valor ambiental além disso, os Povos de Terreiro e as Comunidades Extrativistas preservam a sociobiodiversidade há séculos além de realizar o manejo sustentável das plantas medicinais, frutas e flores para comercialização de subsistência. Todas estas características fazem deles territórios tradicionais que devem sem protegidos de acordo a Convenção 169 da OIT e o Decreto Federal nº 6040/2007.

O BNDES pretende apoiar todas as etapas dos projetos. A ideia é estruturar uma série de concessões até o início de dezembro.

Vamos defender nossos Territórios Ancestrais da usura capitalista! Vamos proteger nosso passado, presente e futuro! Esta é uma luta coletiva!

Tirem a mão dos nossos Territórios Tradicionais!

A Associação Nacional Cultural de Preservação do Patrimônio Bantu – ACBANTU, agradece ao CESOL Recôncavo e ao Instituto Ivete Sangalo por nos doar alimentos saudáveis que foram entregues nas comunidades de Cachoeira – Bahia à famílias em situação de insegurança alimentar devido às consequências da pandemia causada pela COVID-19. Ações de solidariedade como estas salvam vidas!

Nzaambi wutusaambulwa ye Kwaatesa!

Confira as novidades no Canal Youtube da ACBANTU

Foto: Taata Carlos Sales – Vice Presidente da ACBANTU e Mãe Edna.

Confira as novidades no Canal Youtube da ACBANTU: Compartilhando conhecimentos ancestrais:

ACBANTU – SALVADOR – BA. Vídeo elaborado através do Programa PAT BTS;

Série “Tala za mensu: Olhe nos Olhos”: Mestres e Mestras de Saberes e Fazeres Tradicionais:
Mestra Makota Damuraxó

Mestre Taata Konmannanjy

Mestre Cacique Ramon Ytajibá

Mestra Maria de Tempo

Série “Aweto”: Em nossas memórias para sempre:
Aweto Bakeentu Baloongoki – Mulheres Aprendizes

Kitaanda Bantu: Etnodesenvolvimento de Povos e Comunidades Tradicionais

KUNA LUVOVELU YA JINGU – EM DEFESA DA VIDA

A elaboração de Protocolos Comunitários de Povos e Comunidades Tradicionais sobre o Corona vírus – COVID 19

A rede de defesa dos direitos de Povos e Comunidades Tradicionais da ACBANTU recebeu com grande preocupação o relato de nossas lideranças em todo o Brasil sobre a falta de compreensão por parte dos poderes públicos em relação ao atendimento destes segmentos, o que se caracteriza como racismo institucional e possivelmente em um cenário de mortes incontáveis.

Desta forma, a ACBANTU propôs a esta iniciativa que após aprovação passou a contar com o apoio da Fundação Oswaldo Cruz.

A ação foi realizada com o seguinte Objetivo Geral: “Construir protocolos comunitários de emergência em cinco territórios tradicionais com foco no Corona virus – COVID 19 como instrumentos de gestão, diálogo, concertação entre as lideranças comunitárias e gestores públicos para o atendimento das famílias de povos e comunidades tradicionais compartilhando a metodologia com povos e
comunidades tradicionais do Brasil”.

Nesse sentido, contamos com a parceria do Programa de Extensão
Musakala: Diálogos e Produções com Povos e Comunidades Tradicionais na Bahia –
Unviersidade Federal do Recôncavo/Centro de Artes, Humanidades e Letras e das
Lideranças Comunitárias dos seguintes territórios participantes:

TERRITÓRIO DE IDENTIDADE NA BAHIA

TERRITÓRIO TRADICIONAL

MUNICIPIOS

POVO/COMUNIDADE

1

Litoral Sul – Costa do Descobrimento

Povo Indígena

Una

Povo Tupinambá Aldeia Serra do Padeiro

2

Litoral Sul – Costa do Descobrimento

Povo Indígena

Ilhéus

Povo Tupinambá Aldeia Tukum

3

Metropolitano de Salvador

Povo de Terreiro

Ilha de Itaparica

Terreiro Tuntum

4

Recôncavo Baiano

Comunidade Quilombola

São Félix

Quilombo Santo Antônio e Vidal

5

Recôncavo Baiano

Comunidade Extrativista

Cachoeira

Pescadores Artesanais e Marisqueiras do Povoado da Faceira

6

Recôncavo Baiano

Agricultores familiares

Santo Amaro

Comunidade Negra Rural Tanque Senzala

Foram realizadas ações de apoio às famílias com a distribuição de máscaras
de tecido, cestas de alimentos e kits de higiene e limpeza.
Destacamos as atividades que permitiram realizar a audição das lideranças e
as estratégias que vem sendo realizadas por elas para a prevenção ao Corona vírus:
reuniões online, Oficina de Fotografia, Oficina de Saúde e Tradição, entre outros.
Constatamos a ausência de iniciativas do poder público em relação à
prevenção à COVID-19 nestes territórios tradicionais e em alguns casos, constatamos
a violação dos direitos destes povos por parte do poder público o que tornou a
realização desta proposta um fator de grande importância na vida destas
comunidades.
Patrocínio
Fundação Oswaldo Cruz
Chamada Pública para Ações Emergenciais de Enfrentamento à COVID-19 junto a
Populações Vulneráveis

Realização
Associação Nacional Cultural de Preservação do Patrimônio Bantu – ACBANTU

Apoio Institucional
Universidade Federal do Recôncavo Baiano – UFRB
Centro de Artes, Humanidades e Letras – CAHL
Programa de Extensão Musakala: Diálogos e Produções com Povos e Comunidades
Tradicionais na Bahia
Ponto de Cultura Lubitu kwa Ndeembwa – A chave do Tempo
Nos links abaixo compartilhamos momentos importantes que
vivenciamos e a necessidade de permanecer atentos e mobilizados na defesa da
Vida.

Ciclo de Seminários: Os invisíveis estão vivos – 27/08/2020

Ciclo de Seminários: Resistir para Existir – 29/10/2020

Racismo no prédio da SEPPIR

No dia 11 de abril de 2019, estava acontecendo a III Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais – CNPCT, no edifício Parque da Cidade CORPORATE, em Brasília-DF. Após o almoço, Taata Konmannanjy representante dos Povos de Terreiro e Jhonny Martins representante das Comunidades Quilombolas ficaram por um bom tempo conversando próximo à entrada do edifício citado. De repente, foram surpreendidos por mais um episódio do racismo. O Taata Konmannanjy narra o que aconteceu:

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Pela Vida do Cacique Babau

Pela Demarcação do Território Tupinambá de Olivença
Hoje, somos todos Tupinambá
Nós Povos e Comunidades de Terreiro, através da Associação Nacional Cultural de Preservação do Patrimônio Bantu – ACBANTU, vem de forma contundente defender os direitos à integridade física das lideranças Tupinambá e a demarcação imediata do Território Indígena Tupinambá de Olivença, no Sul da Bahia. Não é mais aceitável, que o Cacique Babau (Rosivaldo Ferreira da Silva) e familiares continuem a ser ameaçados por milicianos do agro e hidronegócio e agentes públicos do Estado, sem que nenhuma providência seja tomada.
A ACBANTU, repudia a posição anti-indígena do governo federal, Jair Bolsonaro, que de forma esdrúxula nomeia dirigentes do Estado que deveria prestar as garantias de direitos Constitucionais, mas, ao contrário, vêm empreendendo ações que estimulam o ódio, a invasão de terras indígenas, ameaças e assassinatos de lideranças e tantas outras graves violações de direitos, como as que os Tupinambá vêm sofrendo drasticamente no Estado da Bahia.
Não aceitamos que a natureza seja entregue aos destruidores do agro e hidronegócio. Porque é a natureza nossa própria existência. Por isso, a força de resistência Tupinambá é a resistência de todos os Povos Negros, Povos e Comunidades de Terreiro que por defenderem sua Ancestralidade, sua cultura e suas terras, são brutalmente perseguidos, escravizados e assassinados.
Em tempos contemporâneos, não é possível aceitarmos tamanha injustiça. Em respeito à nossa ancestralidade que se junta a Ancestralidade dos Povos Indígenas em terras brasilis, nos solidarizamos com o Cacique Babau e todo Povo Tupinambá.
Nós hoje somos todos Tupinambá, nós hoje somos todos Babau, na defesa das matas, das águas, dos animais e de todo nosso Povo.
Por nossa Ancestralidade somos todos um na defesa da natureza da vida.
Ninguém vai se intimidar, ninguém vai se calar!
Resistência a todos os Povos da Terra!
ACBANTU
Nzaambi, Bakulu etu ye Bankisi Bwaoonso, wutusaambulwa ye kwaatesa!
Jaguaraci, juaguaraça! Xetrô, maromba xetrua!

A ACBANTU Agradece

A ACBANTU agradece aos participantes e parceiros pela realização da Feira Agroecológica de Povos e Comunidades Tradicionais “Sala ia Njila” Década Estadual dos Afrodescendentes

CONVITE – A Associação Nacional Cultural de Preservação do Patrimônio Bantu

CONVITE A Associação Nacional Cultural de Preservação do Patrimônio Bantu, em parceria com a Secretaria Estadual de Promoção da Igualdade Racial – SEPROMI, através do edital Bahia 2018 – Chamada Pública N°001/2018, tem a honra de convidar V.S.ª para a Feira “Sala la Njila” – Década Estadual de Afrodescendentes. Agricultura Agroecológica e Orgânica, Artesanato, Etnodesenvolvimento e Economia Solidária. Aqui temos: Hortaliças, Frutas, Aipim, Cacau, Abacaxi, Licores, Azeite de Dendê Artesanais, Gastronomia, Música, Histórias, muita Prosa e Canto. Povos e Comunidades Tradicionais compartilhando saberes e fazeres. 22 a 24 de novembro de 2018, Praça das Artes. Pelourinho, Salvador.

III Seminário Afrocearensidades

III Seminário Afrocearensidades
Data: 21/11/2018
Local: Auditório Central da UECE
Horário: 08:00 às 22:00

Organização – NUAFRO